sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O desafio de lidar com a Juventude Vendida


Seis matérias que abordam um assunto bastante delicado. A exploração sexual infantil é o tema da série ‘Juventude Vendida’, produzida e exibida pela Tv Correio durante esta semana em dois jornais.


Uma equipe de externa, foramada por seis profissionais, conseguiu apurar em várias cidades de todas as regiões da Paraíba depoimentos e flagrantes de chocar até as pessoas que trabalham em instituições de defesa da infância e adolescência. Foram três meses de trabalho intenso até que tudo ficasse pronto.


O objetivo da série ‘Juventude Vendida’ é alertar a população sobre a prática da exploração sexual, em todas as suas formas: seja pelo idoso que induz crianças a ‘brincadeiras’, seja pela prática do crime organizado por pessoas influentes na sociedade. São crianças e adolescentes levadas por diversos motivos a fazerem sexo em troca de dinheiro e/ou algum bem.


Segundo Kátia Dumont, uma das produtoras e editoras da série, durante todo o trabalho várias dificuldades foram encontradas, como por exemplo, obter dados sobre o assunto com conselhos tutelares e centros de referência. Mas também, houve gente disposta a unir forças para combater a exploração sexual, “encontrei parceiros nessa busca em denunciar o que acontece no estado, a exemplo do procurador do trabalho Eduardo Varandas, do chefe do núcleo de comunicação da PRF – o inspetor Genésio Vieira, a promotora da infância e juventude da Capital Soraya Escorel e de parentes de vítimas”, comenta.


Para quem vive longe da realidade, estar cara a cara com vítimas da exploração e não se envolver parece uma situação impossível. O repórter, Wendell Rodrigues comenta que acabou assumindo um compromisso subjetivo diante desses meninos e meninas. “Um compromisso moral! O fato de você ouvir, encarar, desenvolver um relato e transformar tudo isso em jornalismo é a maior, mais empolgante e incrível recompensa”, diz Wendell.


Sobre a construção de um texto que tenha o efeito desejado e chama a atenção da sociedade, o repórter ainda comentou que tudo começa in loco com observações ao longo do trabalho e vão sendo alteradas até que ele possa considerar ideal. Vários dias, várias semanas, foi o tempo que durou para finalizar os textos que integram a série, isso porque para Wendell não basta relatar o que foi visto em histórias incríveis e horríveis, é necessário discutir o assunto.


Quando questionado sobre os efeitos da série diante a sua exibição, o repórter afirma que o trabalho não termina com a veiculação e comenta ainda que este trabalho deva ser distribuído em DVD para escolas das 223 cidades paraibanas.


O projeto que deu vida a série Juventude Vendida recebeu menção honrosa no V Concurso Tim Lopes para projetos de investigação jornalística.

domingo, 8 de agosto de 2010

Equoterapia na Paraíba

foto da internet


A Associação Paraibana de Equoterapia (ASPEQ) e o Centro de Equoterapia da Polícia Militar realizam na manhã desta segunda-feira (09), no Busto de Tamandaré, praia de Tambaú, atividades para comemorar o dia da Equoterapia. Um tratamento terapêutico que utiliza cavalos para o desenvolvimento físico, psicológico e social de pessoas portadoras de necessidades especiais. Além de festejar a prática, outro objetivo do evento é buscar apoio e parcerias para melhorar as condições da atividade e ampliar o atendimento.

Afiliada a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE) a ASPEQ completou 10 anos de existência em abril desse ano. Atualmente atende cerca de 50 pessoas com necessidades especiais, sendo a maioria crianças com paralisia cerebral, síndrome de down e autistas.

Com gastos de aproximadamente 10 mil reais por mês, a associação é sustentada através de convênios com as secretarias de saúde do estado e município e pela contribuição de alguns simpatizantes. Segundo a presidente da ASPEQ, Eva Maria de Oliveira, é importante estabelecer parcerias com o setor privado para levantar recursos e efetivar os profissionais que hoje prestam serviço a associação. Consequentemente, será possível ampliar o atendimento e diminuir a lista de espera. "Para atender um único usuário, são necessárias pelo menos três pessoas e mais o cavalo”, esclarece.

Para praticar a Equoterapia os pacientes devem ser encaminhados por um médico e aguardarem na lista de espera até que uma nova vaga possa ser preenchida. Quando isso acontece, profissionais da associação fazem uma avaliação para descobrir se o paciente está enquadrado na condição de praticante da atividade que é oferecida gratuitamente.

Segundo a assistente social da ASPEQ, Janielen Cavalcante Medeiros, todos os pacientes reagem muito bem ao tratamento e ainda alerta que a Equoterapia deve ser praticada paralelamente a outras terapias.

Com 4 cavalos disponíveis, as sessões acontecem na Hípica Cabo Branco, próxima a Estação Ciência Cultura e Artes, da terça a sexta-feira, sempre pela manhã e a tarde.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Comer Peteca com Sorverte


Paralelo a Rota Cultural – Caminhos do Frio 2010, aconteceu em Bananeiras o Festival Gastronômico que reune 13 empresas consideradas de alimentação fora do lar. De 26 de julho a 01 de agosto, receitas que com muita criatividade misturam banana, tilápia e cachaça são de encher a boca de quem aprecia bons pratos. Variedade é o que não falta. Pizza, arrumadinho, tapioca, moqueca, bolinhos, pães, biscoitos e até trufas são preparados com ingredientes regionais e muito capricho.

Um dos pratos mais procurados na cidade é a famosa Peteca de Banana. Um receita dos antigos engenhos do século IXX servida aos escravos, que ganhou toques contemporâneos e sofisticados. Hoje ela é preparada com sobras de bananas nanincas maduras, sorvete e mel de engenho.

É bem simples! Após machucar a banana, fazemos bolinhos junto com a farinha de trigo. Depois, joga-se no óleo bem quente até dourar os dois lados. Em seguida, retire do fogo e enxugue os bolinhos em papel toalha. Polvilhe com açucar e canela para servir em um prato de sobremesa com sorvete de creme e tiras de mel de engenho. Bom apetite!

Programação para agradar todos os sentidos


Durante o passeio, a primeira parada do passeio foi ainda no agreste paraibano, no Memorial Frei Damião na cidade de Guarabira. O monumento está entre os caminhos feitos pelo paraibano, Padre Ibiapina. Com 32 metros e altura e 750 toneladas, a estátua de Pio Giannotti, nome de batismo do frei, foi construída estrategicamente no ponto mais alto da região, com aproximadamente 350 metros de altitude. O projeto foi do arquiteto paraibano Alexandre Azedo Lacerda, formado pela Universidade Federal do Pernambuco.

Segundo o reitor do santuário, o padre Gaspar Rafael Nunes, no local são realizadas duas romarias anualmente. Uma no mês de maio para relembrar a morte do frei em 1997, e a outra em dezembro que celebra a inauguração do monumento. Mas durante todo ano centenas de fiéis e turistas passam pela Cordilheira da Borborema para visitar a estátua, o museu, a capela e as lojinhas do santuário.

A segunda parada foi no engenho Martiniano, no município de Serraria. A casa-grande, a capela, a casa-de-engenho são construções datadas de 1843 que nos permitem viajar no tempo e ainda conhecer o processo de fabricação de uma cachaça que há 10 anos é sucesso na região. Uma das curiosidades do local é que os restos mortais dos fundadores do engenho estão na capela, um de frente para o outro. O senhor de engenho Francisco Duarte enterrado em 1917 e sua esposa Josefa Duarte, enterrada em 1930.

Em Bananeiras, a comitiva de jornalistas foi recebida pela prefeita e a secretária de turismo Ana Gondim, que falaram sobre o Rota Cultural - Caminhos do Frio e mostraram os principais pontos da cidade.

O fim do nosso roteiro aconteceu em duas etapas. A primeira na igreja matriz de Nossa Senhora do Livramento com apresentação da Camerata Arte Mulher. Um grupo de música erudita de João Pessoa formado por 15 componentes, sendo apenas dois homens. No repertório, peças do compositor russo Tchaikovsky encantaram o público que aos poucos era trazido de volta ao regionalismo através de composições de Vila Lobos, Chiquinha Gonzaga, Luiz Gonzaga, Sivuca e Cátia de França. Para encerrar um dia frio, nada melhor que um chocolate quente e uma visita a praça Epitácio Pessoa que reunia famílias bem agasalhadas que assistiam a apresentação d o grupo de Pau e Cordas da cidade de Solênea.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Frio movimenta economia de cidades do Brejo paraibano


Clima frio, paisagens serranas, cultura e culinária são os principais atrativos para quem faz a Rota Cultural – Caminhos do Frio 2010, que termina no dia 29 de agosto. O passeio foi realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae, em parceria com a Prefeitura de Bananeiras, e reuniu cerca de 20 profissionais da imprensa e do setor turístico da Capital. O destino foi Serraria e Bananeiras, duas das cinco cidades do brejo paraibano envolvidas no projeto de desenvolvimento do turismo da região.

Tudo começou em 2006 apenas com a cidade de Bananeiras. Mesmo com tantas histórias desde a Civilização do Açúcar, a prefeita da cidade, Marta Ramalho (DEM), percebeu que a região do brejo paraibano estava esquecida pelas pessoas. Com o apoio da Universidade Federal da Paraíba e do Sebrae criou-se o projeto “Caminhos do Frio” que foi um sucesso. “A cidade estava adormecida para a cultura e para o desenvolvimento local”, comentou Marta.

Em 2007, mais cinco municípios próximos entraram para a Rota Cultural. Areia, Serraria, Pilões, Alagoa Nova e Alagoa Grande formaram o Fórum de Desenvolvimento do Turismo do Brejo Paraibano, que hoje é o principal responsável pela organização do evento.

Os benefícios conquistados ao longo dos anos através do projeto são perceptíveis logo que turista chega à cidade. Em 2010, Bananeiras apresenta uma arquitetura rústica e variada em suas cores. Em menos de três anos já foram construídas duas pousadas e dois hotéis, o que elevou a capacidade de hospedagem da cidade para mais de 500 leitos. Sem esquecer nos alugueis residenciais durante o período de frio e empreendimentos imobiliários ainda em desenvolvimento.